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ArtigoFaturamento e recebimento

Faturamento de convênios médicos: 5 passos para organizar a cobrança e reduzir glosas

Por Loreci Freire de FreitasPublicado em 19 de outubro de 2026 · 4 min de leitura

Capa do artigo: Sua clínica fatura tudo o que produz? Gestora digitando em um notebook, ao lado da marca SYNERIS.

Sua clínica realizou os atendimentos. Você sabe quais já foram cobrados, quais aguardam pagamento e quais tiveram valores glosados?

Um atendimento fora da cobrança, uma guia devolvida ou um pagamento abaixo do contratado podem comprometer o resultado. Quando as pendências se acumulam, a equipe corrige o passado enquanto novos atendimentos continuam acontecendo.

Produção, faturamento e recebimento ocorrem em momentos diferentes. O problema é não conseguir explicar o que ainda não foi cobrado, o que está dentro do prazo e o que exige correção, cobrança ou recurso.

Estes cinco passos ajudam a organizar esse caminho e identificar onde agir.

1. Mapeie o caminho do atendimento ao recebimento

O faturamento começa antes do envio da cobrança. Dados incompletos, autorizações pendentes e falhas nos registros podem gerar retrabalho e atrasos.

Mapeie o fluxo: atendimento, registro, preparação das guias, conferência, envio, análise do retorno e recebimento. Defina quem responde por cada etapa e como as pendências serão acompanhadas.

Todo atendimento realizado precisa ter sua situação identificada até a conclusão da cobrança.

2. Confira as guias antes do envio

O padrão TISS, definido pela ANS, estabelece regras para a troca eletrônica de informações na saúde suplementar. Sua aplicação exige atenção às regras de preenchimento de cada documento.

Confira dados do beneficiário, autorizações, códigos dos procedimentos, quantidades, valores e datas. Verifique também as assinaturas e os comprovantes aplicáveis ao atendimento e à forma de envio.

Mantenha o sistema atualizado conforme as versões e os prazos da ANS e prepare quem realiza essas conferências. Corrigir a inconsistência antes do envio evita que ela avance para as próximas etapas.

3. Use contratos e tabelas na rotina

O contrato precisa orientar tanto a cobrança quanto a conferência dos pagamentos.

Organize, por operadora, os valores contratados, as tabelas vigentes, os reajustes e os procedimentos e prazos de faturamento, pagamento e contestação de glosas.

Segundo a ANS, as condições de faturamento e pagamento e os prazos de tratamento das glosas devem estar expressos no contrato.

Glosa é a recusa total ou parcial de um valor cobrado. Ela não representa necessariamente perda definitiva: analise a justificativa e a possibilidade de recurso, acompanhando os protocolos e os prazos até a conclusão.

4. Acompanhe as pendências, não apenas os totais

Comparar produção, faturamento e recebimento é importante, mas os totais do mesmo mês não contam toda a história. Um atendimento pode ser realizado em outubro e recebido posteriormente.

Separe os valores:

  • realizados e ainda não faturados;
  • faturados e dentro do prazo;
  • vencidos e não recebidos;
  • glosados ou em recurso;
  • recebidos e conferidos.

Acompanhe também o percentual de atendimentos incluídos na cobrança, os motivos das glosas e os valores recuperados, com bases de cálculo definidas.

83% para 98%

Em um projeto da SYNERIS, o percentual de atendimentos realizados incluídos na cobrança passou de 83% para 98%. O indicador mede inclusão na cobrança, não recebimento.

Os resultados variam conforme o contexto e a execução de cada empresa.

5. Prepare a equipe e corrija a origem das falhas

Recepção, assistência, faturamento e financeiro participam do caminho até o recebimento.

Quando uma pendência se repete, investigue a causa: faltou informação, conferência, atualização da tabela, configuração do sistema ou definição de responsabilidade?

Corrigir uma guia resolve aquela pendência. Melhorar o processo ajuda a evitar a repetição. Use os motivos registrados para ajustar rotinas, orientar a equipe e acompanhar se as mudanças funcionaram.

Como está o faturamento da sua clínica?

  • Você identifica os atendimentos que ainda não foram cobrados?
  • Existe conferência das guias antes do envio?
  • Contratos, tabelas e prazos estão acessíveis e atualizados?
  • Os pagamentos são conferidos com os valores cobrados e contratados?
  • As glosas têm motivo, responsável e prazo de tratamento?

Se alguma resposta foi “não”, existe uma etapa do ciclo da receita que precisa ser investigada.

Como a SYNERIS apoia sua empresa

Conectamos produção, faturamento e recebimento para identificar pendências, investigar causas e orientar melhorias na gestão financeira da Saúde.

O apoio pode envolver Diagnóstico Financeiro Executivo, para identificar riscos e prioridades; Consultoria e Gestão Financeira Estratégica, para estruturar processos, controles e indicadores; e Capacitações para a Saúde, para desenvolver a equipe.

Onde sua clínica encontra mais dificuldade: cobrar o que realizou, conferir os pagamentos ou acompanhar as glosas?

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Referências

AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR (Brasil). TISS — Padrão para Troca de Informação de Saúde Suplementar. Disponível em: https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/prestadores/padrao-para-troca-de-informacao-de-saude-suplementar-2013-tiss. Acesso em: 27 out. 2026.

AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR (Brasil). Faturamento e Pagamento dos Serviços Prestados. Disponível em: https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/prestadores/fator-de-qualidade-1/obrigatoriedade-do-contrato-escrito-1/faturamento-e-pagamento-dos-servicos-prestados. Acesso em: 27 out. 2026.

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